terça-feira, 4 de novembro de 2008

29

Lembro de uma tarde ensolarada em que fomos levar minha irmã à escola. Apesar de estudarmos no mesmo colégio, aquele era um dia que eu tinha "passe livre"para não ir à aula se eu não quisesse. E eu não queria, claro. Eu vestia uma "roupa de ficar em casa", e me recordo com perfeição do momento em que minha mãe abriu a mala do Del Rey. Lá estava ela: a minha Barbie vestida de noiva.


Hoje, mais de vinte anos depois, não vai ter Barbie nenhuma. A tradição de matar aula, porém, será mantida. 

Há quem tenha medo de envelhecer. Às vezes eu percebo que estou velha quando vejo o irmão mais novo de algum amigo casando ou se formando na faculdade; ou quando penso que lembro da queda do Muro de Berlim ou da primeira Guerra do Golfo com nitidez - e que isso já aconteceu há quase 20 anos. Fora esses momentos de reality check, eu estou plenamente satisfeita com a minha idade: sou uma mulher muito melhor e mais interessante que há 5, 10 anos. 

Os 28 anos foram difíceis, como previam os astros. Tem gente que diz que a nossa vida dá reviravoltas a cada 7 anos. Pode-se dizer que neste ano minha vida virou de ponta cabeça, mesmo. Mudei de cidade, comecei uma nova faculdade, conheci um monte de gente nova, me perdi dentro dos Jardins (pra lembrar a época em que me perdia em Ipanema), briguei, chorei, me descabelei, quis matar um monte de gente, mas, no final, sobrevivi. Não só sobrevivi: me tornei uma mulher melhor ainda, mais esperta, mais forte, só não sei se mais segura. 

Que venham os 29 anos! Já está começando bem, com Kaiser Chiefs no sábado e Mr. Michael Stipe na semana que vem; tem também o apê novo, que finalmente sairá do papel; e mais um montão de gente pra conhecer; um novo trabalho pra começar (espero!); mais briga, choro, vontade de matar. Logo, logo chegam os 30. Mas eu tô pronta pra eles. 

Um comentário:

Saskya Canizo disse...

Beibe, parabéns de novo. Quero fotos do AP novo, ok?