A frase não é minha - eu ainda não cheguei a odiar.
Quando nós nos mudamos de cidade, é normal que nos aproximemos de "conterrâneos". Ao me mudar para o Rio, tive alguns (poucos) amigos de Manaus.
Aqui em São Paulo, o Peter é minha companhia constante. Veio do Rio dois ou três meses antes de mim, e um dos nossos passatempos é falar mal de SP. As pessoas que tenho encontrado e/ou feito amizade também são de fora, ou pelo menos não têm o jeito-paulistano-de-ser.
Ontem conversei longamente com um novo-amigo sobre a dificuldade que é viver em São Paulo. São as piadas que eles não entendem, é a lerdeza na hora de "interagir", o trânsito caótico. Ele, há oito anos aqui, contou de alguns problemas que ele teve com a solidão.
É isso aí: SP, apesar de ser uma cidade com milhões de opções de entretenimento, favorece a solidão. Não é por falta de amigos (afinal, eu não tinha tantos amigos assim no Rio ou em Manaus). Eu não sei o que é, mas meus amigos de fora daqui também sentem a mesma coisa. Todos passaram - ou estão passando - por um período depressivo, de se questionar sobre as escolhas feitas, de não conseguir fazer amigos, e outras tristezas.
Um dia eu descubro pq essa cidade faz isso com as pessoas. Por enquanto, vou me focar no que me fez vir pra cá, e aproveitar os poucos e bons amigos que já consegui fazer.
:)
sábado, 5 de julho de 2008
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