Fiquei com preguiça de vir ao Rio. Carregar mala no metrô, ficar seis horas dentro de um ônibus, pegar frescão, chegar em casa e ainda ter que trocar roupa de cama, varrer, etc. Não estava me apetecendo.
Mas ia ter Parada Gay em SP. Três milhões e meio de pessoas são esperadas.
Pensei, pensei.
E na última hora resolvi encarar as seis horas de ônibus, que se transformaram em algumas mais, pois o "coletivo" resolveu quebrar em Seropédica.
Já na rodoviária do Tietê eu comecei a me sentir em casa. Sentou ao meu lado um senhor negro, de uns 65 anos. Ele estava ouvindo um radinho de pilha. Passava os resultados do jogo Flu x São Paulo ao senhor que o acompanhava: "46 minutos, 2 a 1 Fluminense".
Aos 47, o Flu fez o gol que o levou à próxima fase da Libertadores e eliminou o tricolor paulista. Gritos de "gol" na super lotada sala vip da 1001. Felt like home.
Fiquei imaginando quantas vezes aquele radinho, já todo esfolado, tinha ido ao Maracanã. Daí pensei em quantas vezes - incontáveis - eu mesma fui ao Maracanã, e quão gostoso era ver um Vasco x Fluminense ao lado da Força Jovem. Até nas cadeiras brancas, cercada de meninos uber fofos da torcida tricolor.
Eu amo SP, amo, amo, amo. Não me arrependo nem por um segundo de ter me mudado pra lá. A verdade, porém, é que minha cultura é impregnada da cultura carioca. Não tenho a malandragem do carioca, não sou gatinha como as garotas de Ipanema. Mas morro por um sorvete Itália, adoro os rapazes atravessando a rua na minha frente no sinal com o torso desnudo (ui), salivo ao pensar no bolinho de aipim com carne seca do Informal.....
Um dia eu vou me sentir em casa em Sampa. Tenho certeza disso.
Mas, por enquanto, eu me sinto assim é no Rio.
domingo, 25 de maio de 2008
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3 comentários:
Pára de palhaçada e volta logo, mané.
Ei pô, Manaus é tudo!
kkk... esqci meu nome!
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