Perder alguém amado é catastrófico. Perder alguém amado e jovem é aterrorizante. Quando esse alguém é seu irmão, parece que uma parte de você vai junto. De alguma forma, um irmão é a sua ligação entre o seu passado e o seu futuro.
Afinal, ele lembra das manias que você tinha, você lembra como ele ficava com o rosto vermelho ao mexer em massa de modelar. É o irmão que está presente nos seus planos para daqui a 20 anos, para quando você for velho. São os filhos dele que você quer ver correndo pela casa na véspera de Natal, é do dia em que ele caiu na escola e tomou vários pontos na cabeça que você lembra como se fosse ontem.
E lembra da cicatriz em formato de Y na testa, apesar de não vê-la há quatro anos.
Você se habitua com a ausência. Você se acostuma a ser a mais velha, novidade depois de 24 anos, mas ainda se desconcerta quando te perguntam quantos irmãos você tem. "Devo mencioná-lo ou não?".
A banda favorita dele lança um CD novo, e você se pergunta se ele ia gostar. E quando você for a Nova York, como vai ser? Como vai ser estar na cidade que tanto planejaram passar o inverno, só pra olhar as vitrines?
E o mais importante: como vai ser passar todos os outros anos da sua vida SEM ele?
Eu vos respondo: vai ser uma merda.
para quem caiu aqui de pára-quedas: perdi uma irmã há 4 anos e nesse exato momento, sem nenhum motivo aparente, sinto uma saudade dilacerante.
sábado, 17 de maio de 2008
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2 comentários:
E qdo a gente ouve "Por enquanto"? E "Finally"? Acho q essa segunda era de uma Robin não sei das quantas. Dance. Em comemoração ao Pioneer q ela havia instalado no carro... :)
Beijos
"Por enquanto" é foda, mesmo. Não consigo ouvir sem pensar nela.
Beijos
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