Mais um ano se acaba. Detesto as festas de fim de ano, mas não posso negar que a mudança no calendário me traz emoções. Às vezes, quase nenhuma - quando o ano foi sem graça, por exemplo; ou quando não tenho grandes perspectivas para o futuro.
2008, porém, foi um ano de fortes emoções. Mudei de cidade, conheci novas pessoas, sofri muito com a adaptação, troquei de casa duas vezes. Sem contar todas as questões familiares (algumas bem punk, aliás). Ah, ainda teve o amor-não-correspondido, né?
Enfim, foi um ano chato, arrastado, difícil. Por outro lado, comecei o curso que há muito desejava, publiquei uma matéria numa grande revista, ganhei novos-melhores-amigos, consegui a vaga de editora num jornal da faculdade e estou nest exato momento sentada no chão da MINHA nova casa. De pés pretos, com as mãos cheirando a Sapolio, mas na MINHA casa. Sem sofá, nem mesa, tampouco luminária na sala. Mas é minha, né?
Neste momento, numa pausa entre colocar roupa na máquina de lavar e jogar sacos e mais sacos de lixo fora, parei pra pensar nesta gangorra emocional que os últimos dias de dezembro me trazem. Misturo felicidade e tristeza na mesma panela, e ainda sacudo. Forte. É bom pra lembrar que 2009 vai trazer estas mesmas emoções - só espero que um pouco mais da primeira.
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