domingo, 19 de outubro de 2008

Ligando o "foda-se".

Na época em que eu tinha um outro blog, razoavelmente lido, eu usava muito a expressão "ligar o foda-se". Às vezes, um "no turbo" era adicionado à frase. Algumas pessoas precisam de um evento fatal para apertar o botãozinho. Eu, não. Desconheço o que me faz desistir de algo ou alguém. E não é só "let it go". É simplesmente ignorar a existência daquilo que me parecia tão importante momentos antes.

Neste momento eu sinto toda a força da tão famosa frieza escorpiana. Sou fundamental e ideologicamente passional; sempre achei graça quando diziam que escorpianos são frios e calculistas. "Bobagem", eu dizia. Que nada. Por alguma razão obscura eu acabo "ligando o foda-se" e nada mais me faz voltar atrás.

Entendam: não é nada doloroso fazer isso. Simplesmente acontece, e quando menos espero eu não tenho mais sentimentos. Estranhíssimo. E necessário, na maior parte das vezes. Remoer a mesma história over and over again não pode ser saudável. Uma pessoa que se submete a comer alface e tomate todos os dias SEM UM PINGO DE AZEITE quer ter saúde, não é mesmo? Então, tá na hora de eu deixar algumas coisas pra trás. Uma pessoa, especificamente. 

Ainda não chegou a hora. Talvez pela TPM, ou pela vã esperança de que tudo há de se resolver. Pode ser influência do que umas videntes-cartomantes-tarólogas me disseram recentemente. Será o vento frio, o silêncio, ou os Beatles com "All you need is love", no Winamp? Não sei. Mas ainda me importo. 

Só não sei por quanto tempo. 

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