A alcunha vinha da minha rabugice peculiar. Imaginem: eu era uma criança de sete, oito anos, e já trazia comigo esse charme característico que perdura até hoje, mais de vinte anos depois. Alguns confundem isso com mau humor; outros acham que é minha maneira de me proteger do mundo (do quê, aliás?).
Posso dizer que às vezes isso traz problemas. Ser essencialmente crítica me deixa insatisfeita com grande parte das coisas - o que torna a felicidade algo difícil de ser alcançado. Por outro lado, me faz buscar aquilo que eu realmente quero e me importo.
Os quaze doze anos morando "fora de casa" exarcebaram isso. Como não tenho aquelas obrigações familiares patéticas, só faço o que quero. Não me meto em roubadas na Lapa (bairro do Rio), só pra "ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar". Prefiro mil vezes ficar sozinha em casa vendo TV a ir a um lugar frequentado por pessoas que não gosto. Sair pra ouvir música ruim, então... melhor ouvir minhas mp3, mesmo com o note engasgando o tempo todo.
Podem me chamar de eremita, de anti-social, dizer que não sei aproveitar a vida. Mas pense pelo lado positivo (sim, sou rabugenta, mas otimista e sempre procuro ver o lado bom da vida): se um dia eu sair com você, pode ter certeza que não há nenhum outro lugar do mundo que eu preferiria estar.
2 comentários:
E eu agradeço por cada minutinho do seu tempo que você me deu de presente, moça. Quem não vê o quanto você é doce é muito, muito cego.
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