Ela já teria trazido ao mundo muitos bebês saudáveis e salvado alguns outros. Talvez já tivesse trazido um dela, mesmo. Com certeza isso já teria acontecido, aliás.
Eu fiz a escolha errada da primeira faculdade. Ela ficou em dúvida entre duas e, no curso da escolhida, questionava-se sobre a duração daquela. "Se eu tivesse feito arquitetura, já estaria formada", reclamava. A falta de dinheiro por não poder sequer arranjar um estágio - a faculdade era em período integral - a angustiava. Mas ela era uma boba. Não havia outra coisa que ela pudesse ter estudado. Ela, sim, acertou.
Infelizmente passaram-se poucos anos desde o momento em que ouvimos orgulhosos o nome dela entre os aprovados no vestibular (à época, as rádios de Manaus transmitiam a lista em primeira mão) e o último dia de trabalho dela. Ela não pôde perseguir todos os sonhos; não teve tempo pra salvar mais vidas. Mas, naqueles dois anos entre a formatura, em outubro de 2001, e a partida, em novembro de 2003, ela mostrou do que é feito um médico.
Por tudo isso e com a certeza de que você continua fazendo a sua parte aí em cima:
Parabéns pelo dia do médico, minha irmã querida.
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