Uma moça simpática, cabelos esvoaçantes, de saia jeans e sorriso no rosto dirige-se ao Milo. Festa estranha, com gente esquisita. Música ruim, poucas pessoas dançando na pista. Público masculino - aparentemente hetero - era maioria. Casal, porém, só um: de lésbicas.
Ela tenta fazer uma gracinha com um mancebo bem-apessoado. Ele não entende. Pior: acha grosseria. Alertada pelos amigos, ela vai lá e se desculpa. Sorrisos, sorrisos. E ele deixou ela ir embora.
Não muito longe dali (aliás, bem perto), uma moça igualmente simpática vai ao Studio SP. Cabelos loiros, lisos, sorriso no rosto. Festa estranha, com gente esquisita (ok, ela é adepta do "sambinha na Lapa"). Público masculino - aparentemente hetero - era maioria. Casal, porém, só um: de lésbicas.
Ela nem tenta fazer gracinha com nenhum mancebo. Está com os amigos e deixou um moço saudoso na capital federal. Mas não pôde deixar de notar a ausência de interação entre os frequentadores do local.
Quarta-feira, 22 de outubro de 2008 (na verdade, já era quinta), as duas moças - simpáticas, bonitas, magras e sorridentes - voltam pra casa. Sozinhas.
"Welcome to São Paulo", eu diria.
Um comentário:
Isso povoará por muito tempo os meus pesadelos
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